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Rio de Janeiro,14/06/2026

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    Supervisor do VAR faz gesto associado à supremacia branca durante jogo da Copa do Mundo

    Shaun Evans, supervisor do VAR no confronto entre Alemanha e Curaçao pela Copa do Mundo de 2026, foi alvo de críticas nas redes sociais após aparecer fazendo um gesto associado a símbolos de supremacia branca


    Supervisor do VAR faz gesto associado à supremacia branca durante jogo da Copa do Mundo Crédito: Fifa

    Um gesto feito pelo supervisor do VAR durante a partida entre Alemanha e Curaçao, válida pela primeira rodada da Copa do Mundo de 2026, gerou repercussão nas redes sociais neste domingo (14).

    A situação aconteceu momentos antes do apito inicial, durante a apresentação da equipe de arbitragem responsável pelo confronto. Ao mostrar os profissionais que atuavam na operação do árbitro de vídeo, a transmissão oficial exibiu o australiano Shaun Evans, supervisor do VAR, ao lado dos demais integrantes da equipe.

    O que chamou a atenção dos espectadores foi um gesto realizado com a mão. Nas imagens, Evans aparece com o polegar e o indicador unidos, formando um círculo, enquanto os demais dedos permanecem estendidos. O registro rapidamente passou a circular nas redes sociais, onde diversos internautas associaram o sinal a símbolos utilizados por grupos supremacistas.

    A repercussão ganhou força especialmente no X (antigo Twitter), com usuários compartilhando vídeos e capturas da transmissão. O caso também chamou a atenção de perfis internacionais, que passaram a marcar a Fifa e cobrar um posicionamento oficial da entidade.

    O gesto em questão é semelhante ao tradicional sinal de “OK”, amplamente utilizado em diferentes países para expressar aprovação ou concordância. No entanto, nos últimos anos, o símbolo passou a ser associado por grupos extremistas à expressão “White Power” (“Poder Branco”).

    A relação surgiu em 2017, quando usuários do fórum online 4chan iniciaram uma campanha de desinformação para convencer a opinião pública de que o gesto representava a supremacia branca. O que começou como uma provocação na internet acabou sendo posteriormente apropriado por integrantes e simpatizantes de grupos de extrema-direita, tornando o símbolo motivo de controvérsia em diferentes situações públicas.

    Até o momento, a Fifa não se manifestou sobre o episódio nem informou se pretende apurar o caso.


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