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Rio de Janeiro,29/05/2026

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    Dono da Banda Djavú admite que “pegou” músicas da Banda Ravelly, diz ter criado a batida e critica Gaby e Viviane

    Geandson Rios afirmou que a Djavú regravou músicas da Banda Ravelly, reivindicou a criação da batida e chamou Viviane Batidão de “pentelha” ao comentar antigas divergências com artistas paraenses


    Dono da Banda Djavú admite que “pegou” músicas da Banda Ravelly, diz ter criado a batida e critica Gaby e Viviane Crédito: Divulgação

    O cantor e empresário Geandson Rios, fundador da Banda Djavú, voltou a comentar a trajetória do grupo e antigas polêmicas envolvendo o tecnomelody paraense. Durante participação no podcast Salada Cast, ele relembrou como conheceu músicas da Banda Ravely e admitiu que a Djavú regravou canções do grupo no início da carreira.


    Segundo Geandson, a inspiração surgiu de forma espontânea, quando ouviu o repertório da banda tocando em um encontro entre amigos. O artista contou que ele e Juninho Portugal produziram os primeiros CDs da Djavú de forma bastante simples, reunindo músicas de diferentes regiões do país e adaptando-as ao estilo que mais tarde se tornaria uma das marcas do grupo.


    “Pegávamos músicas de vários lugares e colocávamos na nossa batida. O tecnomelody paraense já existia, mas aquela batida da Djavú foi uma criação nossa”, afirmou.


    Na entrevista, Geandson reconheceu que a banda gravou músicas da Ravely e atribuiu parte da repercussão negativa ao sucesso nacional alcançado pela Djavú a partir de 2009. Segundo ele, o grupo acabou alcançando uma visibilidade maior do que artistas que já atuavam no segmento.


    “Eles eram conhecidos, mas nós passamos a ser conhecidos a nível Brasil e até mundo”, declarou.


    O fundador da Djavú também defendeu que a trajetória da banda ajudou a popularizar o tecnomelody paraense fora da Região Norte. Para ele, a exposição nacional conquistada pelo grupo contribuiu para que o ritmo alcançasse novos públicos em diferentes estados brasileiros.


    Outro ponto que chamou atenção foi sua afirmação de que a batida característica da Djavú foi desenvolvida por ele e por Juninho Portugal. A declaração, porém, pode gerar controvérsia entre artistas, produtores e pesquisadores da música paraense, que apontam o tecnobrega e o tecnomelody como movimentos construídos coletivamente ao longo de décadas por DJs, bandas, produtores e aparelhagens do Pará.


    Geandson também voltou a comentar antigas divergências com nomes importantes da música paraense. Durante a conversa, ele citou as cantoras Gaby Amarantos e Viviane Batidão, criticando posicionamentos que, segundo ele, minimizam a participação da Djavú na expansão do gênero.


    Ao falar sobre Gaby, afirmou que a artista “fala um monte de abobrinha” quando aborda a história do tecnomelody e criticou qualquer tentativa de atribuir a uma única pessoa a propriedade ou a criação do movimento. Já ao mencionar Viviane Batidão, referiu-se à cantora como “outra pentelha com a gente”, embora tenha afirmado em seguida que considera ambas grandes artistas e que prefere a união em vez das disputas.


    As declarações reacendem uma controvérsia que acompanha a Banda Djavú há mais de uma década. Desde que o grupo se tornou fenômeno nacional, artistas e fãs paraenses passaram a questionar a regravação de sucessos que já circulavam amplamente nas aparelhagens, festas populares e coletâneas de tecnobrega e tecnomelody.


    Além das discussões sobre repertório, a banda também foi alvo de críticas por incorporar elementos característicos da cena paraense, como formatos de divulgação e recursos amplamente utilizados nas produções do gênero. Nos últimos anos, disputas envolvendo direitos autorais e créditos de gravações voltaram a alimentar debates sobre o legado da Djavú e sua relação com a cultura musical do Pará.


    Com as novas declarações de Geandson Rios, a discussão sobre a influência da banda no crescimento do tecnomelody e as acusações de apropriação de elementos da cena paraense volta a ganhar espaço entre artistas, produtores e fãs do gênero.


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