Luciano Huck relaciona Bolsa Família à dificuldade de ascensão social no Brasil
Apresentador participou do Fórum Esfera, no Guarujá (SP), e afirmou que o Brasil precisa criar mecanismos que incentivem famílias a conquistarem ascensão social
Crédito: Globo O apresentador Luciano Huck chamou atenção ao fazer uma análise crítica sobre a eficiência social e econômica do Brasil durante participação no Fórum Esfera, realizado no Guarujá, em São Paulo. Diante de empresários e lideranças políticas, Huck afirmou que o país vive uma profunda crise de mobilidade social e criticou a dependência de programas de transferência de renda sem mecanismos de incentivo à ascensão econômica.
Durante a conversa, o apresentador disse considerar o Brasil “muito ineficiente, em todas as frentes” e citou como exemplo o município de Senhor do Bonfim, na Bahia. Segundo ele, mais da metade da economia local estaria ligada ao Bolsa Família. Para Huck, o problema não é a existência do programa, mas a falta de caminhos para que as famílias consigam sair da situação de vulnerabilidade.
“O que acontece? Você não gera nenhum tipo de estímulo para que as famílias queiram sair do Bolsa Família”, afirmou. “Na verdade, nós criamos um monte de atalhos para conseguir ficar no programa de distribuição de renda e de proteção social de forma eterna.”
Luciano Huck também mencionou um estudo da OCDE ao falar sobre desigualdade social no Brasil. Segundo ele, uma família brasileira levaria cerca de nove gerações para sair da base da pirâmide social e alcançar a classe média, cenário que, na visão do apresentador, acaba destruindo a esperança de mudança de vida.
“Você não tem esperança de que nem o seu filho, nem o seu neto, nem o seu bisneto vão ter uma vida melhor que a sua”, declarou. “Essa loteria do CEP que a gente vive no Brasil, onde o lugar que você nasce determina o número de oportunidades que vai ter na vida, precisa ser rompida”, finalizou.
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