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Rio de Janeiro,18/05/2026

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    Fim da febre das figurinhas? Crianças trocam álbum da Copa por versões impressas em casa

    Com custos altos para completar coleções, crianças e famílias buscam alternativas mais baratas, levantando debate sobre o futuro dos tradicionais álbuns.

    Welbert Soeiro / Portal Viggo
    Fim da febre das figurinhas? Crianças trocam álbum da Copa por versões impressas em casa Foto: Panini Divulgação / Canva

    Durante décadas, os álbuns de figurinhas da Copa do Mundo fizeram parte da infância de milhões de brasileiros. Comprar envelopes na banca, trocar figurinhas repetidas com amigos e correr atrás das “raras” virou quase um ritual entre gerações. Mas será que esse costume está mudando?


    Nos últimos meses, relatos de pais e internautas têm chamado atenção nas redes sociais: muitas crianças parecem não estar aderindo aos tradicionais álbuns da Copa do Mundo como antigamente. Em alguns casos, a alternativa encontrada tem sido ainda mais surpreendente  imprimir as próprias figurinhas em casa.


    O motivo principal parece ser financeiro. Completar um álbum oficial tem se tornado cada vez mais caro e, dependendo da quantidade de repetidas e da estratégia utilizada, algumas estimativas apontam gastos que podem variar entre R$ 7 mil e R$ 11 mil para finalizar uma coleção completa, especialmente considerando edições especiais e figurinhas raras.


    Com isso, muitas famílias passaram a questionar se o investimento realmente vale a pena, principalmente diante do aumento do custo de vida e das mudanças nos hábitos de consumo das novas gerações.


    Outro fator apontado é a mudança no entretenimento infantil. Se antes as trocas aconteciam nos recreios das escolas e nas praças, hoje celulares, jogos online e redes sociais ocupam grande parte do tempo das crianças.


    Ainda assim, especialistas em comportamento acreditam que talvez não seja exatamente o fim dos álbuns, mas uma transformação do hábito. Em vez da tradição física, novas formas de colecionismo podem surgir, inclusive digitais.


    Enquanto isso, fica a pergunta: a geração atual perdeu o encanto pelas figurinhas ou apenas encontrou um jeito mais barato de participar da brincadeira?





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