Operação Fratria mira contratos da saúde e investiga possível rombo de R$ 48 milhões no Pará
Apuração mira possível prejuízo de R$ 48 milhões em contratos milionários da saúde no Pará
Crédito: Polícia Federal Na manhã desta quinta-feira (23), o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU), com apoio da Polícia Federal, deflagraram a Operação Fratria para apurar suspeitas de irregularidades na gestão de recursos públicos destinados à saúde no Pará.
As investigações têm como foco contratos firmados com uma organização social de saúde (OSS) que atua no estado. De acordo com os órgãos de controle, o grupo teria recebido mais de R$ 642 milhões em recursos públicos, com indícios iniciais de irregularidades que podem alcançar, pelo menos, R$ 48 milhões.
As apurações foram iniciadas pelo MPF e contaram com apoio técnico da CGU, que analisou o processo de qualificação da OSS, além de dois chamamentos públicos e seus respectivos contratos. Segundo os investigadores, foram identificados indícios de fraude processual e falhas na execução contratual, levantando suspeitas sobre a correta aplicação dos recursos.
A operação busca aprofundar a apuração de possíveis crimes como fraude em processos administrativos, improbidade administrativa e danos aos cofres públicos. Como parte das ações desta quinta-feira, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal.
As diligências ocorrem em endereços residenciais e comerciais nos municípios de Belém e Ananindeua, onde agentes federais recolhem documentos e equipamentos que podem contribuir para o avanço das investigações.
O nome da operação, “Fratria”, faz referência à ideia de irmandade, indicando a possível atuação conjunta entre envolvidos no esquema investigado. Até o momento, os órgãos não divulgaram os nomes dos investigados.
As investigações seguem em andamento, e novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço das análises do material apreendido.





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