Opinião: “Devoradores de Estrelas” é emocionante e prova que ficção científica também toca o coração
O PORTAL VIGGO assistiu ao longa a convite da Sony Pictures e destaca a força da história e da amizade improvável
Crédito: Sony Pictures O cinema ganhou mais um forte candidato a clássico do gênero com “Devoradores de Estrelas” (Project Hail Mary). A produção, estrelada por Ryan Gosling, entrega uma experiência que mistura ciência, emoção e uma narrativa envolvente, daquelas que ficam na cabeça muito depois dos créditos finais.
A trama acompanha Ryland Grace, um professor de ciências que desperta sozinho em uma nave espacial, sem qualquer memória de sua identidade ou de como foi parar ali. Aos poucos, enquanto tenta reconstruir seu passado, ele descobre que carrega uma missão crucial: encontrar a solução para um fenômeno misterioso que ameaça apagar o Sol e colocar toda a vida na Terra em risco. A premissa, que já nasce grandiosa, se desdobra em uma jornada íntima, humana e surpreendentemente sensível.
É inevitável comparar o longa a obras como Interestelar, não apenas pela escala épica e pelo pano de fundo científico, mas pela forma como a ficção científica é usada para discutir sentimentos profundamente humanos, solidão, esperança, sacrifício e conexão.
Mas o grande trunfo de “Devoradores de Estrelas” está onde menos se espera: na relação entre Ryland e Rocky, um alienígena com aparência de pedra, mas com uma personalidade cativante e carismática. O encontro entre os dois personagens constrói uma das duplas mais marcantes do cinema recente. É nessa amizade improvável que o filme encontra sua alma, equilibrando humor, afeto e emoção de forma genuína. Não é exagero dizer que Rocky é responsável por algumas das cenas mais tocantes da história.
Mesmo quando o estilo mais excêntrico de Gosling começa a dar sinais de desgaste, é justamente a presença de Rocky que renova o fôlego da narrativa. Juntos, eles criam uma dinâmica poderosa, capaz de emocionar e arrancar lágrimas do público, algo raro e precioso dentro do gênero.
Visualmente, o filme também impressiona. A direção de arte é um espetáculo à parte, com efeitos que exploram o espaço de forma grandiosa e criativa, além de apresentar tecnologias e elementos alienígenas com riqueza de detalhes. A trilha sonora acompanha esse cuidado, intensificando cada momento com precisão e sensibilidade.
“Devoradores de Estrelas” é mais do que um filme de ficção científica, é uma história sobre conexão em meio ao desconhecido. Emocionante, inteligente e visualmente deslumbrante, o longa entrega uma experiência completa e memorável. É aquele tipo de obra que merece ser vista na tela grande e revisitada ao longo dos anos, sem nunca perder o impacto. Um clássico moderno em construção.
ASSISTA:





COMENTÁRIOS