“Um homem, um negro e uma mulher”: GloboNews vira alvo de críticas após declaração
Comentário feito no Estúdio I gerou críticas nas redes, com internautas apontando racismo na construção da fala
Crédito: GloboNews Uma fala da jornalista Marina Franceschini durante o programa Estúdio I, exibido na última sexta-feira (3), repercutiu nas redes sociais e levantou discussões sobre linguagem e representação. Ao comentar a tripulação da missão Artemis II, da NASA, a jornalista descreveu o grupo como sendo formado por “um homem, um negro e uma mulher”.
A construção da frase chamou atenção de internautas, que questionaram a separação entre termos relacionados a gênero e raça. Para muitos usuários, a forma como a informação foi apresentada pode reforçar uma distinção inadequada, como se pessoas negras não estivessem incluídas na categoria de homens ou mulheres.
“Negro não é homem? Claro que é. ‘Negro’ é uma categoria racial, não o oposto de ‘homem’ ou ‘mulher’”, escreveu uma internauta. Outro comentário apontou que esse tipo de construção pode reproduzir, ainda que de forma não intencional, uma visão excludente.
A repercussão ocorre pouco tempo após outra polêmica envolvendo o Estúdio I. Recentemente, o programa foi alvo de críticas por um gráfico exibido em formato de apresentação que associava o presidente Lula e o PT ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, sem citar outros nomes relevantes no contexto.
Na ocasião, a jornalista Andréia Sadi pediu desculpas ao público e reconheceu falhas na abordagem do tema.
Até o momento, não houve posicionamento oficial de GloboNews sobre a nova repercussão.
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