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Belém,09/03/2026

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Música autoral: Pratagy (PA) e Davi Fonseca (MG) interpretam suas composições no Núcleo de Conexões Ná Figueiredo

Na sexta, 13 de março, os dois artistas apresentam repertório de mais de dez anos de carreira. Ingressos já estão à venda


Música autoral: Pratagy (PA) e Davi Fonseca (MG) interpretam suas composições no Núcleo de Conexões Ná Figueiredo Foto: Divulgação

Pratagy e Davi Fonseca, artista paraense e mineiro, respectivamente, guardam algumas semelhanças em suas histórias com a música: os dois são cantores, pianistas e compositores, com carreiras que já duram mais de uma década. Na sexta, dia 13 de março, eles sobem ao palco do Núcleo de Conexões Ná Figueiredo para apresentar ao público dois shows que contam parte dessa relação.  

           A apresentação é a primeira de Pratagy em 2026 – o músico, que é um dos fundadores do Selo Caquí, fez seu último show solo em agosto do ano passado no Teatro Casa Isaura Campos do Sesc. Para a abertura do show de Davi Fonseca, Pratagy vai experimentar um formato de trio, até então inédito em sua carreira. Sobem ao palco com ele Rafaela Lobato (baixo) e Caio Feijó (bateria).

“A apresentação vai ser mais voltada para a letra e melodia, que é uma característica de Curado ou Distraído (2023), meu último álbum solo. Já queria testar o formato de trio há algum tempo, porque sempre foi um desafio tocar no palco músicas que têm elementos mais eletrônicos. Quando o Davi Fonseca me convidou para dividir a noite com ele e fiquei sabendo que ele também vai se apresentar em um trio, então pensei que poderia ser uma chance de me desafiar nesse novo formato”, revela Pratagy.

           Além das canções de Curado ou Distraído, o artista paraense vai revisitar, em um formato mais “cru”, as composições de seu primeiro disco, Pictures (2016), e algumas músicas que não toca há algum tempo. “Pictures completa dez anos em 2026, então acho que é uma boa oportunidade de olhar para essa jornada de mais de uma década de música. Pensando nisso, também vou incluir no repertório composições que faz tempo que não interpreto, como ‘Voo e mansidão’, que é uma música minha e de um grande parceiro, o Arthur Nogueira”, conta Pratagy. 

           E por falar em parcerias e em destaque para as letras das composições, apesar de nunca ter se apresentado em Belém, Davi Fonseca tem uma história com a música paraense: ele já trabalhou com um dos maiores nomes da música do estado, Fafá de Belém – além de já ter trabalhado com outros grandes nomes da música brasileira, como Elza Soares, Letieres Leite, Otto e Luedji Luna. Para o primeiro show em Belém, o artista mineiro apresenta seu disco mais recente, Viseira (2024) – uma referência ao apelido do compositor desde a adolescência, “DaViseira”.

           Em seu segundo disco, Davi Fonseca mistura realidade, ficção e a tradição da literatura oral. Ele se apropria de um símbolo popular brasileiro, o jumento, para pincelar a visão que tem do país. “O Jumento sempre foi o maior desenvolvimentista do sertão. Em Minas Gerais, o jumento é peça fundamental na construção objetiva e subjetiva da nossa identidade, das nossas cidades, da cultura tropeira, da nossa gastronomia, da nossa música”, afirma Fonseca.

           As letras de Viseira são repletas de imagens e metáforas e têm a intenção de tornar as canções visuais para o público, num diálogo com o teatro, o cinema e a moda. Para deixar a narrativa mais complexa, Davi Fonseca reuniu mais de 20 músicos na gravação do álbum e deu protagonismo para a percussão brasileira e sua expressividade.

Sobre os artistas:

Pratagy é músico, cantor, compositor e produtor paraense, atuando como artista solo desde 2016 no cenário da música independente, tendo lançado 4 álbuns e um EP, sendo seu mais recente trabalho o álbum Curado ou Distraído (2023), que conta com a parceria com Ale Sater (Terno Rei) na faixa "Sonhei com Você". Em 2022, fundou o Selo Caquí ao lado do conterrâneo Reiner com o objetivo de promover novos talentos locais. Em 2025, via patrocínio da Natura Musical, o Selo Caquí lançou "Marés", uma coletânea com 10 faixas de 10 novos artistas paraenses, produzida por Pratagy e Reiner. Além disso, compõe e produz trilhas sonoras para cinema e teatro, incluindo a trilha do curta paraense vencedor do Kikito, Boiuna (Adriana de Faria, 2025). Como artista-pesquisador, produziu a instalação sonora “Sons de uma floresta que já esteve aqui”, em parceria com Flávio Siqueira, resultado de sua pesquisa de Mestrado em Artes no PPGArtes da UFPA. Atualmente, é professor substituto na Faculdade de Música da UFPA.

Davi Fonseca é natural de Belo Horizonte (MG), Davi Fonseca é bacharel em Composição pela UFMG e tem forte atuação no cenário independente da cidade, colaborando com músicos como Rafael Martini, Alexandre Andrés, Luiza Brina e PC Guimarães, além de já ter trabalhado com nomes consagrados da música brasileira, como Elza Soares, Letieres Leite, Mônica Salmaso, Léa Freire, Teco Cardoso, Nelson Ayres, Tiago Costa e Otto, e artistas em ascensão como Castello, Luedji Luna, Pedro Martins, Lio e Lay Soares (TUYO). Em 2019, lançou seu primeiro disco, Piramba, eleito pela lista Embrulhador o 8º Melhor Álbum Brasileiro do Ano, além de figurar entre os melhores do mundo por sites japoneses. Sucedendo Piramba, Davi Fonseca lançou nas plataformas digitais seu segundo disco, Viseira (2024), que conta com participações especiais de Xangai, Artur de Pádua e Luiza Brina.

Serviço:

Pratagy e Davi Fonseca (MG)

Data: 13 de março

Horário: 20h

Local: Núcleo de Conexões Ná Figueiredo

Ingressos: R$ 20 antecipados (https://www.sympla.com.br/evento/pratagy-davi-fonseca-mg-em-belem/3325905)





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