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Belém,04/04/2026

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Jornal Hoje revela detalhes de operação da PF contra deputado Antônio Doido por suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e compra de votos no Pará

Reportagem exibida nesta terça-feira (16) mostra que a investigação apura um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes eleitorais


Jornal Hoje revela detalhes de operação da PF contra deputado Antônio Doido por suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e compra de votos no Pará Crédito: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

Uma reportagem exibida no Jornal Hoje, da TV Globo, nesta terça-feira (16), revelou detalhes de uma operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes eleitorais envolvendo o deputado federal Antônio Doido (MDB-PA).


Ao todo, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão no Pará e em Brasília. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, que determinou a apreensão dos celulares do parlamentar e de sua esposa, Andrea Dantas.


Segundo a reportagem do Jornal Hoje, durante o cumprimento do mandado no apartamento funcional onde o deputado mora, em Brasília, Antônio Doido afirmou aos agentes que o casal não utilizava telefones celulares. No entanto, a Polícia Federal encontrou os aparelhos jogados pela janela do imóvel, caídos no jardim do prédio. As imagens mostram o momento em que os agentes localizam os celulares no local.


Além dos aparelhos, os agentes apreenderam uma coleção de vinhos avaliada em cerca de R$ 200 mil, relógios de alto valor e dinheiro em espécie.


No Pará, um policial militar responsável pela segurança do deputado e a esposa dele foram presos em flagrante pelos crimes de obstrução de justiça e porte ilegal de arma de fogo.


Ainda de acordo com a reportagem exibida no Jornal Hoje, a investigação teve início após duas pessoas sacarem R$ 5 milhões em dinheiro vivo em uma agência bancária de Castanhal, em outubro de 2024, na véspera das eleições municipais. Para a Polícia Federal, o valor teria sido destinado à compra de votos. O irmão do deputado era candidato a prefeito em outro município do estado.


Na decisão que autorizou a operação, o ministro Flávio Dino cita trechos do inquérito policial que apontam intensa movimentação de grandes quantias em espécie sob o comando do parlamentar. Segundo os investigadores, o grupo utilizava empresas para operacionalizar as transações financeiras investigadas, entre elas a JA Construções, que tem como responsável legal a esposa do deputado.


O relatório da Polícia Federal destaca que, somente neste ano, a empresa recebeu cerca de R$ 52 milhões em contratos firmados com o governo do Pará.


O secretário de Obras Públicas do Estado, Benedito Cabral, também foi alvo de mandado de busca e apreensão. Segundo a Procuradoria-Geral da República, ele teria utilizado o cargo para beneficiar o grupo investigado. Entre as obras sob suspeita está a ampliação de uma rua em Belém, ligada aos preparativos para a COP30.


A investigação apura indícios de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção, crimes eleitorais e fraudes em licitações.


Procurados, o deputado Antônio Doido e a esposa não se manifestaram. Em nota, a Secretaria de Obras Públicas do Pará afirmou que todas as contratações seguem os trâmites legais e que está à disposição para prestar esclarecimentos às autoridades.


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